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domingo, 28 de maio de 2017

O Mundo voltado para o Ser Humano Transformacional !




         As organizações do futuro estarão voltadas para o Ser Humano Transformacional. Valores, conceitos, como o ser e ver o mundo a partir de uma cultura ética-moral. As experiências serão múltiplas e passageiras, conforme um estado de vida líquida, que não se solidifica, mas se transforma na velocidade da criação da informação.
         Os planejamentos serão cada vez mais imprevisíveis, as análises de previsão guardarão em seu conteúdo um elevado nível de risco, uma variação constante que terão uma amplitude elevada. O sucesso estará reservado à organização que souber navegar nas ondas de oportunidades passageiras.
         Não existe um modelo ideal, mas várias formas de Ser e Vir-a-Ser no mundo em transição. É a era do Ser Humano Transformacional, que está em constante mudança e adaptação a realidade vigente do momento específico.
         O humano é um Ser limitado, que também é um Vir-a-Ser sem uma definição a priori a partir da consciência de seu Eu, mas está em construção na medida em que se conhece e experimenta as possíveis oportunidades da vida. Para o humano jogado no mundo não há uma realidade dada, mas várias realidades que se tornam real com a caminhada.
         O que é previsível é a da mudança, já não se tem a segurança de um modelo estável e estático. “Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio... pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem!... Tudo flui e nada permanece.” (Heráclito de Éfeso)
         A fala acima tem mais de 2.000 anos, e se faz presente no mundo contemporâneo. “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.” A fluidez do ‘mundo líquido’ de Zygmunt Bauman, século XX. É a conclusão de que sempre fomos um Ser em transformação, ou seja, um Vir-a-Ser jogado no mundo.
         Assim, quem é o sujeito avaliado pelas organizações de Recursos Humanos? É o sujeito que é, mas não permanecerá o mesmo, está em constante autoconhecimento e descoberta de novos horizontes. Como as organizações, não tem um futuro previsível, uma forma única de Ser no mundo. “Não me pergunte quem eu sou, mas sobre tudo não me peça para permanecer o mesmo.” (Michel Foucault)
         O que temos nato é a criatividade, criamos uma nova realidade após a apreensão da realidade vigente, por não termos acesso ao todo, mas a parte do todo, é com o tempo e a caminhada histórica que conhecemos parcialmente o Ser, que é total, imutável e infinito. Para suportar a indefinição, o que o sujeito pode fazer é criar. “Talvez o objetivo hoje em dia não seja descobrir o que somos, mas recusar o que somos. Temos que imaginar e construir o que poderíamos ser.” (Michel Foucault)
         As organizações do presente existem como os seres humanos, por serem compostas de indivíduos é parte do Ser em sua finita dimensão, mas também é um Vir-a-Ser na sua jornada existencial, jogada no mundo mutável. Se quiser ter um futuro, tem que criar o seu próprio futuro. Não há uma resposta certa, mas diversas respostas para as diversas perguntas que quiser responder.
         Podemos criar uma certeza para o futuro incerto, na medida em que imaginamos e construímos o que podemos ser. Se, vai dar certo ou errado, depende do que podemos entender como certo ou errado. A nossa cultura ética-moral vai definir o que faz sentido ou não para a nossa vida. Tudo dependerá da nossa visão de mundo para construirmos o futuro.


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